Sep
01
2011
2

HTPC – A Central Multimídia da sua Sala ou Quarto

Para quem já se aventura em conectar o computador na TV da Sala, Projetor e/ou Home Theater, o termo HTPC provavelmente já soa bastante familiar. Nada mais é do que a junção de HT emprestado do Home Theater e PC, de Personal Computer, seu computador pessoal aí (e pode ser até mesmo um Notebook!). Com a oferta cada vez maior de conteúdo digital, é natural que as pessoas busquem meios mais interativos, conectados e intuitivos para armazenar e gerenciar toda a sua biblioteca de filmes, músicas, shows, fotos, dentre outros. E aqui se encaixa muito bem o uso de um HTPC.

Embora as próprias TVs estejam ficando cada vez mais inteligentes, o uso de um HTPC adiciona uma flexibilidade geralmente não encontrada em um televisor. Utilizando softwares como o XBMC ou Boxee, você obtém uma experiência mais rica e com ares mais modernos, próximas de filmes como Minority Report. O XBMC e o Boxee são recheados de aplicativos e possuem interfaces visuais caprichadíssimas, tornando a própria tarefa de zapear entre o conteúdo muito divertida. Às vezes você vai se pegar por horas apenas caminhando em sua coleção até realmente decidir assistir algo.

Legal, e por onde começar? Tudo bem, nós admitimos que não é tão simples quanto ligar uma TV na tomada, espetar seu dispositivo USB e escolher em uma listinha de arquivos o que vai ver. Mas no final das contas vai ser mais divertido e charmoso também. Para quem busca praticidade e tem familiaridade com inglês, o Boxee é uma boa pedida já que configura-se quase de forma automática: basta instalar, criar uma conta (no próprio programa ou previamente através do site), indicar o diretório onde armazena suas músicas, seus filmes e suas fotos e o resto ele se vira. Ele vai buscar as capas dos filmes, enredos, classificações, álbuns das músicas e tudo que ele puder extrair das informações EXIF das fotos. Em pouco tempo sua coleção estará catalogada e prontinha para ser utilizada.

Já o XBMC, embora mais flexível e com muito mais opções, requer um trabalhinho extra para configuração, embora nada que seja muito complexo. Você precisa indicar o diretório onde o conteúdo estará armazenado, o tipo de conteúdo, qual fonte de informações você deseja utilizar (no caso de Filmes por exemplo estão disponíveis o IMDB e o TheMovieDB). Por outro lado você tem dezenas de Add-ons (pequenos scripts ou aplicativos que adicionam funcionalidades) e uma boa variedade de temas, com várias configurações possíveis, para incrementar o visual.

Nós preparamos duas configurações prontas, para ligar e usar, ambas pré-configuradas com o XBMC e nos próximos dias publicaremos dois tutoriais, um sobre o XBMC e outro sobre o Boxee, para você que já tem uma máquina e vai dar um destino nobre a ela.

 

Sep
10
2009
8

Kit 5.1 Logitech G51: Imersão Sonora

Analise: Pedro Marins
Revisão: José Marins

Já experimentou jogar em um ambiente “3D”? Ainda não tive esta oportunidade. Mas, digamos, que eu tenha criado meu ambiente, não visual, apenas sonoro.

Vou contar minha experiência com o produto.

Enquanto abria a caixa do Logitech G51, sentindo o cheiro típico de eletrônicos novos, constatei que a empresa tratou com cuidado todos os componentes. Vieram devidamente embalados, com separadores internos nas caixas, películas de proteção nas áreas brilhantes. As peças desembaladas mostraram um bom acabamento em todas as partes.  Instalei o kit sem dificuldades, todos os pontos e o subwoofer. Diferente de outros kits, o G51 conta com um controle de volume não inserido no aparelho. No meu caso ficou entre o teclado e o monitor, se mostrou pouco prático inicialmente mas logo me acostumei e mudei esta opinião. O controlador possui duas saídas (para microfone e fone), facilitando o uso de headsets.

As caixas possuem suportes que possibilitam a instalação comum ou em paredes. Existe um parafuso que permite a instalação vertical. A caixa central tem um eixo que facilita o processo de instalação apoiada em monitores. Tanto as duas caixas frontais, quanto as laterais, são idênticas, apenas o cabo é mais longo. Tais caixas trazem um revestimento acrílico para a personalização do conjunto. Pode-se criar ou imprimir skins e colocá-los embaixo desta proteção acrílica, a empresa disponibiliza opções para baixar e imprimir. Além disso, as proteções de tecido na frente das caixas são removíveis, laváveis e fáceis de limpar. A Logitech pensou também no cabo sobressalente. Cada caixa traz no cabo tiras de velcro para organizar, evitando-se a “macarronada” eletrônica.

Eu estava ansioso, liguei meu mp3 na saída auxiliar e o estereo ficou ótimo com a batida bastante presente do subwoofer, que, aparentemente exagerada, me agradaram. Aqueles que acharem os agudos um pouco tímidos, uma pequena equalização resolve. No controle, ativei a função Matrix no modo Music e foi uma surpresa. A música estava presente em todos os pontos, não apenas nas duas saídas frontais, como o estereo remete. Esta função divide as freqüências sonoras e distribui a música entre as caixas, compondo um ambiente com aspecto tridimensional e mais intenso. Me senti em cima de um palco, guitarristas nas laterais, a voz nas frontais, o baixo presente como nunca. Fui capaz de ouvir todos os instrumentos e a bateria com impacto que nunca tinha ouvido com outros kits mais simples. Vamos ao foco deste conjunto: os jogos.

Ao entrar em um shooter, em menos da metade do volume, o G51 cumpriu seu objetivo. Jogando Crysis me senti “realmente” correndo entre as folhas e tudo mais. O tiroteio fez meu pai reclamar do volume, que ficou alto, de fato, eu estava dentro de uma guerra! Então, parti para as ruas. Burnout: Paradise City, é uma delícia jogar, curtindo bons rocks escolhidos pela produtora, ouvindo o ruído das ultrapassagens em alta velocidade, sem contar o ronco gostoso dos motores. Mais um ponto para a o G51. Ativei o Gaming, da função Matrix, e toda a sonoridade lateral intensificou-se. Jogos que não têm som nativo em 5.1, ficaram muito bons, pareciam re-feitos. Até os jogos de Super Nintendo emulados me deram mais empolgação (riso).

Não testei ainda toda a potência do conjunto. Passei um pouco da metade no volume, e fica realmente muito alto. Um amigo brincou: “você poderia dar uma festa com esse conjunto”. Concordei. O G51 era o que faltava para levar meu vizinho ao desespero.

Com os filmes a experiência foi ótima. Inicialmente eram apenas estéreos, agora ganhavam um reforço apenas pressionando um botão. Os que eram nativos 5.1 ficaram ainda melhores. Com um monitor de alta definição e uma boa poltrona dá para se imaginar no cinema.

Outro ponto interessante do conjunto é poder controlar independentemente a intensidade do subwoofer, o surround e a central. Além do controle master responsável pelo volume geral. Isto dá um nível ótimo de personalização, principalmente quando coloquei as mãos em jogos ou filmes fracos em surround; ou, também, reduzir um pouco o subwoofer em determinada música; enfim, várias possibilidades. As configurações não se perdem ao desligar o aparelho e são independentes para o modo normal e os matrix.  No controlador de volume é possível dar mute no conjunto e também no microfone (mesmo com o kit desligado).

Conclusão:

Com o Logitech G51 fiz uma ótima escolha. O conjunto se mostrou além das expectativas. É bastante potente, tem as mesmas funções de outros conjuntos, porém, refinadas para aqueles que jogam. A Logitech poderia ter apurado melhor os agudos, mais intensos. O conjunto é excelente, tanto para música quanto para jogos e filmes. Para conhecer sua potência e demais especificações técnicas, siga este link.