Feb
23
2010
0

Sai de perto dessa tomada menino! A NBR 14136

Quem é que nunca tomou um choque? Quem nunca se preocupou ao deixar os filhos brincando próximos as tomadas? Atualmente temos uma infinidade de plugues, tomadas e adaptadores disponíveis no mercado brasileiro, sem padronização alguma. Com o crescimento do número de eletroeletrônicos utilizados diariamente pelos consumidores e altos índices de acidentes (incêndios, internações) nos últimos anos, surgiu a necessidade de estabelecer um novo padrão comercial de plugues e tomadas com enfoque na segurança coletiva. A norma que estabeleceu este padrão é a NBR 14136 e ela começou a vigorar no final do ano passado para os fabricantes de tomadas e no início deste ano para fabricantes e importadores de equipamentos eletrônicos.

É muito comum nos depararmos com situações que requerem um pouco de atenção para contornarmos uma situação e atingirmoss nossos objetivos. Acabo de chegar em casa com todos os equipamentos para montar a sala dos meus sonhos (TV 42”, HTPC, Home Theater) e ao começar a montagem percebo que na sala existe apenas uma tomada de energia. Simples de resolver! Aquele benjamim velho encostado em alguma gaveta aparenta ser a melhor solução para terminar o serviço e ter algumas horas de diversão na tão sonhada sala de cinema. Ao fazer as conexões percebo que nem todos os itens se encaixaram corretamente: o cabo de energia do HTPC necessita de três pinos (2 chatos, 1 redondo) mas, assim como a tomada, o benjamim possui apenas dois. Coloco em uma das extremidades e com um pouco de cautela, deixo o terceiro pino (o aterramento) no meio do plugue da televisão que foi escolhida para ficar no centro. Na outra extremidade vem o Home Theater. Ao plugar o conjunto na tomada quase levo um choque, mas como a empolgação fala mais alto, termino a operação e já vou ligando todos os aparelhos para ver o conjunto em ação. Com todos os itens funcionando em perfeito estado e com enorme satisfação, começa a sessão de entretenimento! Seria uma ótima opção e um final feliz se não houvesse as leis da física, que não podem ser quebradas.

Vamos ao jogo dos sete erros:

1) O conector de energia do HTPC possui o pino de aterramento, pois ele o utiliza para descarregar os picos de tensão que são prejudiciais ao equipamento, portanto qualquer um que encostar neste pino poderá sofrer alguns choques;

2) Os benjamins antigos não conseguem suportar o peso dos plugues e fios e normalmente acabam se abrindo ou deixando as conexões frouxas, oferecendo riscos para crianças, animais ou mesmo faísca;

3) A única tomada existente também sofrerá deste problema, possivelmente é uma tomada antiga que já está com contatos frouxos e não vai fazer uma boa conexão com o benjamim;

4) Como o benjamim não possui especificações necessárias para a ocasião ele pode esquentar, derreter o plástico e com isto causar um curto circuito, o que causará um incêndio e a perda dos bens. Isto não é apenas motivo de preocupação como um fato comum em muitas residências, é por isto que temos estatísticas assustadoras envolvendo crianças internadas, princípios de incêndios, mortes e uma infinidade de prejuízos materiais;

5) Assim como o bejamim, a tomada também não está preparada para suportar a carga necessária dos equipamentos avançados que acabei de adquirir;

6) Além de onde os olhos podem ver, ainda existe o risco de que os fios que alimentam aquela tomada não estejam de acordo com o disjuntor que irá desarmar o circuito em caso de sobrecarga;

7) Se o disjuntor suportar mais corrente do que os fios, os fios vão derreter, causando um curto-circuito e possivelmente um princípio de incêndio (ou mesmo um incêndio).

Tendo em vista todos estes casos de imperícia, imprudência e negligência, surgiu a necessidade de implantação de um novo padrão de tomadas que inibisse os acidentes, dos mais graves aos leves sustos, para segurança e facilidade de utilização dos produtos elétricos.

O novo padrão de plugues e tomadas é basicamente uma melhoria nas tomadas e plugues comuns, um pouco mais orientada para prevenção de choques, conexão mais firme, segura e a dosagem ideal na corrente do circuito. Além disto, o novo padrão ainda facilita a identificação de tomadas que suportam até 10A (Classe I) e até 20A (Classe II) e equipamentos que tem um consumo mais elevado que necessitam de uma corrente maior.

Abaixo podemos ver alguns modelos antigos de tomadas e uma tomada de acordo com a NBR 14136:

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As tomadas com pino chato serão extintas, principalmente pelo fato deste tipo ser um dos que fica mais frouxo quando conectado. Um dos pontos que nos chama a atenção também é a tomada estar em desnível, “afundada” por assim dizer. Esta escolha foi adotada pois facilita a conexão em locais não visíveis (atrás de um móvel por exemplo aonde não conseguíamos nos guiar para conectar algum aparelho), evita o risco de choque principalmente em crianças e proporciona uma conexão mais firme.

Nesta imagem é importante enfatizar a diferença entre equipamentos de Classe I e Classe II. Os equipamentos de Classe I que consomem até 10A podem ser conectados em tomadas que suportam equipamentos de Classe II mas o contrário não é possível pois poderia causar um sobreaquecimento e a queima do circuito. A diferença no diâmetro dos conectores impossibilita o erro na operação.

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Devo trocar todos os plugues e tomadas da minha casa? Preciso realmente investir este dinheiro agora? Preciso chamar um eletricista? Um encanador? Os bombeiros?

Calma. Não é necessário tomar nenhuma medida imediata, apenas ter consciência dos riscos ao realizar conexões indevidas. A mudança em si foi programada para ser feita gradativamente. A partir de 2010 os fabricantes ou importadores de todo e qualquer aparelho que necessite de aterramento (Computadores, Geladeiras, etc) devem se adequar para seguir o PADRÃO BRASILEIRO com plugues de três pinos, os consumidores podem adotar um adaptador dentro das normas do Inmetro para utilização dos aparelhos novos em tomadas antigas ou até mesmo um adaptador para utilização de aparelhos antigos em tomadas dentro do padrão. A recomendação é para que nunca se esqueça de utilizar o conector terra (e ligado a um aterramento eficaz) quando o aparelho necessita e sempre utilizar aparelhos com o consumo de energia dentro das limitações do circuito.

Mais dúvidas podem ser tiradas no site oficial do Inmetro, http://www.inmetro.gov.br/pluguesetomadas/ onde é possível encontrar uma ótima cartilha sobre a evolução do padrão brasileiro, Padrão Brasileiro de Plugues e Tomadas – a Evolução. Para comprar um adaptador, acesse o site da Smartdata, eles já estão disponíveis.

Feb
11
2010
3

Yes, nós temos Fonte IceAge Bivolt!

Fonte iCEAGE Bivolt by SmartDATA
Aos 21 dias do mês de Janeiro deste ano de 2010, um conceituado site brasileiro de informática deu vida a uma avaliação da Fonte iCEAGE de 450W, concedendo-lhe inclusive o selo de produto recomendado. A linha iCEAGE, já conhecida por seus excelentes coolers e sua fabricante, a 3RSystem, já conhecida por seus excelentes gabinetes, começaria aí a desbravar mais um segmento. Nasce uma nova estrela no mercado de fontes de baixo custo. Como nem tudo são os flores, o primeiro grande lote que chegou ao Brasil trouxe um escorregão nas especificações: entrada somente 220V.

Mas, nada é páreo para a SmartDATA e juntando informações obtidas na avaliação do Clube do Hardware, dados do fabricante, conhecimento de nosso técnico em eletrônica (valeu Luiz!) e coragem, resolvemos este problema para você. E você já pode adquirir desde já as Fontes iCEAGE por um preço excelente e poderá desfrutar de um produto com custo x benefício atualmente imbatível. É isso mesmo. Nós assumimos a garantia do produto e estamos fazendo a modificação aqui “em casa”, com a qualidade que você já conhece e 12 meses de tranquilidade na compra do produto.
O site do fabricante é muito completo mas infelizmente todo em coreano. Portanto, vale a pena ler a avaliação muito detalhada feita pelo Clube do Hardware, depois é só escolher seu modelo preferido e levar para casa uma excelente fonte, com um excelente preço.

Feb
10
2010
0

Intel Clarkdale – A VGA agora no processador

Depois de um lançamento sem muito alarde, começamos a encontrar no mercado de varejo processadores da nova linha Clarkdale da Intel, como o Core i3 530 e os modelos Core i5 6xx. Pelas minhas pesquisas em sites como AnandTech, Xbit Labs dentre outros, reparei que a conclusão é sempre a mesma, colocando o Intel i5 6xx como uma opção relativamente ruim devido ao seu elevado preço para um simples “dual core”, e com desempenho inferior aos concorrentes de preço similar, como o irmão i5 750 que chega a ser mais barato que o i5 661 e 670. O pequeno Core i3 530 recebe sempre a coroa de “bom custo benefício” pelo preço atraente, consumo elétrico baixo e excelente poder de overclock, tudo isso com uma performance justa, rivalizando com alguns quadcores nativos de custo similar. Sendo assim resolvi montar para uso, um sistema baseado em um i3 530 e de quebra optei em escrever uma pequena apresentação da arquitetura Clarkdale, com algumas informações relevantes, além das minhas impressões e testes (incluindo overclock).
Intel Clarkdale: Um Nahalem de quarta geração

Entre novembro de 2009 e Janeiro de 2010, a AMD atacou com agressividade o mercado de processadores, mais precisamente a linha QuadCore oferecendo produtos competitivos com preços na casa dos U$100,00 como o Athlon II X4 620/630, ou até mesmo processadores de dois núcleos da familia Phenom como o Phenom II X2 550. A Intel até então comercializava apenas processadores dual core nesta faixa de preço, como o Core 2 Duo E7500/E7600 que são bons chips, sem dúvidas, mas que já mostram sinais de cansaço, algo normal se considerarmos que sua idade no mercado já passa de 4 anos. O final de sua carreira estava marcada desde o lançamento do Intel Core i7 no final de 2008. A partir deste período a linha Core 2 recebeu apenas retoques, tornando-se uma solução pouco elegante do ponto de vista comercial devido ao custo elevado se compararmos o seu poder computacional com concorrentes diretos. Já os processadores Core 2 Quad baseados na mesma arquitetura perderam espaço para o Core i5 750, pois na maioria dos casos os preços se igualam, mas o desempenho e tecnologias pendem a balança paa o i5 750.
A briga na faixa de U$100 mudou com a chegada dos novos integrantes da linha INTEL Core i3, além de seu irmão maior, o Core i5, e o caçula Pentium G9650 que substituiu a linha Pentium Dual core E5xxx/6xxx. As novidades são várias, a começar pelo processo produtivo, que agora tem transistores com apenas 32nm (contra 45nm nos modelos de linhas anteriores). Outra novidade é a existencia de dois dies no mesmo Chip, um deles o processador propriamente dito com suas memórias cache L1, L2 e L3. No segundo die, fica localizado a a controladora de memória e a GMA. A vantagem nesta separação, é o acesso mais rápido das informações contidas na memória RAM pelo GMA (Video integrado), porém nem tudo é perfeito, esta separação de dies ocasiona um efeito colateral, a comunicação dos Cores com as memórias RAM é reduzida devido a maior latência de acesso entre um die e outro e para ajudar (ou atrapalhar) o projeto utilizado nesta controladora de memória é uma adaptação das controladoras utilizadas nos Chipsets X38/X48e P45, portando controladora de memória de sistemas NetBurst adaptadas para operar em uma plataforma Nehalem. No mesmo chip da controladora de memória, encontra-se também a controladora PCI Express de 16 linhas no padrão 2.0 além de uma placa gráfica (GMA), essa sim podendo ser considerada a grande inovação no mundo dos processadores desktop.

Este vídeo integrado é uma variante do já conhecido “GMA” ou “ou Graphics Media Acelerator” que agora possui suporte ao Direct X 10 e shader model 4,0, além de acesso direto a memória do sistema, o que ajuda na velocidade geral do sistema gráfico.

Slide 1 sobre GMA

Slide 2 sobre GMA

Slide 3 sobre GMA

Como no Lynnfield, o Clarkdale usa o soquete LGA-1156, sendo assim ele é compatível com todas as placas já existentes com o chip P55, bastando em alguns casos um update de bios para seu pleno funcionamento. As Placas equipadas com P55 não fornecem suporte ao vídeo integrado dos Clarkdale, caso o usuário queira se beneficiar deste recurso será necessário a compra de placas novas, equipadas com os novos chips, H55 e H57 e Q57. Estas placas podem vir munidas de conectores DVI, VGA e HDMI, algo esperado uma vez que o foco principal deste tipo de solução é a integração de HTPC’s, já que o novo GMA executa sem grandes problemas conteúdo de vídeo em Full HD.
Os novos chips formam duas séries, a “H” e a “Q” sendo a grande diferença entre o já existente P55 é o uso do FDI, ou “Flexible Display Interface”, ou basicamente uma ligação direta entre o processador e o chipset, que por sua vez repassa o sinal de vídeo diretamente para o conector existente no painel traseiro da placa mãe.  A linha “H” é destinada ao usuário domestico e a linha “Q” é destinada a linha corporativa, o numero que sucede as letras são referências aos recursos integrado:
- 55, é a linha mais simples com sistema de gerenciamento de discos mais simples, desprovidos do RAID, por exemplo;
- 57 é a linha para uso em corporações e empresas, possui gerenciamento de disco mais avançado, com o suporte a RAID (0,1,5 e 10), e ainda o “Rapid Intel Storage”, ou “hotplug”, útil em empresas para execução de back ups.
Já estão a venda no mercado seis modelos de processadores, que passam pela linha Core i5 até os novatos Core i3:

Tabela Geral Clarkdale

Todos estes processadores possuem a mesma arquitetura básica, sendo que a diferença entre eles, é a seguinte:

- Linha i5 possui velocidade de clock maior, além do suporte ao Turbo Boost, que permite que ele aumente a velocidade dos núcleos de acordo com o TDP, recurso similar similar ao usado nos Intel Core i7;
- Linha i3 no geral se assemelha a anterior, exceto pela ausência do turbo boost, ou seja a velocidade máxima será sempre a mesma independente do consumo ou demanda. Estas duas ainda suportam a tecnologia HT (Hyper Threading), que divide as tarefas de acordo com a demanda de cada núcleo, fazendo com que o sistema enxergue e aproveite “4” núcleos virtuais;
- Linha Pentium é a mais simples, é desprovida do turbo boost, possui ainda clocks inferiores, 1 MB a menos de cache L3 além de ser desprovido da tecnologia HT, um chip capado ao extremo.
Todos os modelos da linha Clarkdale possuem o mesmo Vídeo integrado, com pequenas variações de Clock, dependendo do modelo pode operar em 533mhz (Pentium), 733mhz (nos i3 e i5) até 900mhz (i5 661).
Segue uma lista de sites que já publicaram reviews desta nova arquitetura:
http://www.bit-tech.net/hardware/cpus/2010/01/04/intel-core-i5-661-core-i3-530-cpu-review/1
http://www.tomshardware.com/reviews/intel-core-i5,2410.html
http://www.anandtech.com/cpuchipsets/showdoc.aspx?i=3724
http://www.xbitlabs.com/articles/cpu/display/clarkdale-review.html
http://www.xbitlabs.com/articles/cpu/display/clarkdale-sneakpeek.html

Testes de Desempenho

Fiz os primeiros testes com o sistema, usando o 7-zip, com bancos de 32MB além de testes com o x264 Benchmark HD ns versão 3.0. Passei uma rodada de teste de memória do Everest, com o sistema em Stock, 3.3ghz e 3.66ghz.

Teste 1

Teste 2

Teste 3